terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O diabo está chegando...

Abaixo, o  teaser  do comercial do Mercedes-Benz CLA exibido durante a transmissão do Super Bowl 2013. Em post anterior, no Cinema Curto, você assiste ao filme.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Tão barato que não dá pra vender a alma ao diabo.

O diabo encarnado por Willem Dafoe oferece fama e dinheiro a um rapaz em troca de sua alma. Mas o   preço do novo Mercedes, estampado num outdoor, é tão bom, que ele desiste de assinar o contrato. A música, claro, é Simpathy for the devil.


Dupla de comediantes em comercial da Samsung.

Seth Rogen, Paul Rudd e Bob Odenkirk estrelam um filmete de 4'41" onde discutem o comercial de Samsung que será exibido na noite do Superbowl. A direção é de  Jon Favreau,  de "Homem de Ferro".

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

60 anos em 3 minutos


Fiz parte do júri que escolheu os vídeos que participaram do concurso dos 60 anos do Departamento de Comunicação da PUC-Rio. Abaixo você conhece cada um dos 3 primeiros colocados.
O bronze  ficou com "Do tijolo à maçã", de Alberto Pereira, uma corajosa investida do autor ao produzir um filme inteiramente em stop-motion, dentro de casa, tendo como atores celulares e uma máscara carnavalesca. Criatividade e ousadia são a marca de seu trabalho.
A prata foi para "O autor" de Fabio Guilherme Dias, um publicitário nato. Muito talento e bom gosto para ser um profissional de sucesso. Imagens, câmera e edição impecáveis.
E finalmente, o ouro que é de Alice Reis com "A comunicação se atenta a cada movimento". A grande vencedora apostou numa história de amor aliando mídias socais, rádio e uma das mais antigas formas de expressar sentimentos: juras de amor gravados a canivete nos bambus do campus da universidade.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Marcelo Galvão: "tento trazer o meu cinema para os meus filmes publicitários, não a publicidade para o meu cinema"


Graças a um gesto cinematográfico que une humanismo e estética na mesma medida, na forma do longa-metragem "Colegas", o diretor Marcelo Galvão transcendeu o papel de cineasta em busca de sucesso e arrebatou a atenção da indústria audiovisual em massa. Tudo aconteceu há uma semana, quando o longa-metragem que fez, em forma de aventura, com três portadores de síndrome de Down ganhou o Kikito de melhor filme no 40º Festival de Gramado. A produção é o quinto longa de sua carreira, iniciada com êxito na publicidade. Nesta entrevista, ele explica como "Colegas" mudou sua forma de fazer cinema.
De que maneira a vitória de "Colegas" em Gramado desmistifica a sua imagem de cineasta da publicidade?
Apesar de ter ganho o principal prêmio em um festival com o peso cinematográfico que tem Gramado, ainda acho que para muitos críticos a minha imagem sempre estará ligada à publicidade, o que acabo vendo como um certo elogio, pois gosto muito do cinema oriundo desses cineastas, como Fernando Meirelles, Roberto Berliner, Breno Silveira, César Charlone, Andrucha, Luciano Moura, entre vários outros.  O problema não é ter a minha imagem ligada à publicidade, o problema é quando críticos "preconceituosos" criam retóricas para justificar suas defesas sem o mínimo conhecimento de causa. Li isso em algumas críticas sobre o Rinha e, infelizmente, li uma crítica assim sobre o Colegas. Entre inúmeras críticas positivas, encontrei uma que falava mal - o crítico dizia: "...tudo bem que o diretor Marcelo Galvão seja um profissional mais ligado ao mundo da Publicidade. Absolutamente nada contra. Mas merchandising de bufê com direito à logomarca, site e telefone do patrocinador ficou um pouco demais..." Mal sabe ele que, ao contrário do que escreveu, não ganhamos nada com isso. O buffet nunca foi patrocinador - aquele era o único caminhão que encontramos que podia ir para a Argentina. O que me assusta é ver o quanto se escreve através do que se "acha", não do que se "sabe". Um outro crítico escreveu na época do "Rinha" que só entramos no festival do Rio, pois havíamos mandado outro corte do filme durante a seleção. Isso é outra mentira, pois o corte que enviamos para a seleção foi o mesmo que projetamos no festival. Mas não tenho problemas com isso, pois acredito muito no meu cinema. 

E como é o seu cinema?
Faço cinema na raça, escrevo, produzo, dirijo e monto meus filmes, não sou um cara que senta na cadeira de diretor, acende um charuto e grita: ação! Fiz o "Quarta B", sem grana nenhuma, estilo cinema novo: uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. Esse filme ganhou o prêmio do público na Mostra Internacional de São Paulo. O "Colegas", nas três projeções que aconteceram, foi aplaudido em cena aberta e aplaudido de pé no final. Faço um cinema que acredito e para o público, pois não acho honesto usar dinheiro público para fazer um cinema só pra mim. 
  
Que filmes publicitários fizeram a sua carreira como realizador se desenvolver esteticamente? De que maneira a experiência em comerciais pesa na sua formação como cineasta? 
Acho que a minha visão estética se desenvolve através das referências a que estou sujeito todos os dias, não através dos filmes publicitários que faço. Adoro ler, conhecer lugares diferentes, pessoas e ver muitos filmes, sem preconceito. Tirando as alegorias todas,  a publicidade é muito parecida com o cinema. Independente da secundagem, ambos têm o objetivo de passar uma mensagem ao público, mesmo que seja apenas sensorial e particular para cada um. Já a minha experiência em comerciais tem um certo peso na minha formação como cineasta, pois estou sempre filmando. Isso engloba todo o processo cinematográfico, que vai desde saber contar bem uma história até a produção, fotografia, figurino, direção de arte, montagem, entre outros departamentos dentro de um longa-metragem.  É como se comparássemos com o futebol: quanto mais se treina, mais as chances de fazermos uma bela partida.  Porém a minha visão de diretor tem uma relação inversa: tento trazer o meu cinema para os meus filmes publicitários, não a publicidade para o meu cinema. Para isso, sempre procuro me aprofundar ao máximo nos trinta segundos dos comerciais que faço, especialmente no que se refere à direção de atores e à forma de se contar uma história.  Esse é o meu maior barato, adoro dirigir atores e escrever roteiros.  

Quais são seus planos para a estreia de "Colegas" e de que forma o seu filme sai em defesa da inclusão dos portadores de Down?
"Colegas" é um filme que não fala sobre Down, não fala sobre deficiência, ao contrário, é um filme feliz, pra cima, que fala de três jovens que têm sonhos. Esse é o maior lance do filme e aí está a verdadeira inclusão social, pois a partir do momento em que você entra no cinema e embarca na história, esquecendo que eles tem Down, você os inclui de verdade. O maior problema do preconceito é a falta de contato que as pessoas têm com os Down, porque a partir do momento que você os conhece, você se apaixona. Por isso, quero fazer algo inédito. A ideia é a partir de 9 de novembro, quando estreia o "Colegas", colocar em cada cinema que estaremos em cartaz um casal Down divulgando o filme - essa será uma grande ação de inclusão que nos ajudará na bilheteria. Como os publicitários diriam, essa será uma ação de guerrilha no ponto de venda. Dessa vez, é o meu lado publicitário pensando no meu cinema.

Dos comerciais que você dirigiu, qual foi o mais significativo para a sua carreira? Quais são suas referências na publicidade?
Agora estou fazendo os comerciais mais significativos da minha carreira, pois como disse trago minha experiência do cinema para meus comerciais (e não meus comerciais para meu cinema). Então, respondendo isso, o comercial mais significativo eu rodei esta semana. É um curta incrível para a Hope com a Juliana Paes que irá entrar no ar no ano que vem.  Já com relação as minhas referências na publicidade, o Fernando Meirelles é o cara, admiro muito ele não só como diretor, mas como pessoa.

 Quais são seus novos projetos como diretor?
Tenho alguns projetos na gaveta. Projetos de vários tamanhos, por isso preciso sentir como ficarão as coisas depois do "Colegas" para pensar em qual deles devo começar a me focar.

Veja aqui um curta para o açúcar União.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"Viver é desenhar sem borracha"


A frase acima de Millôr Fernandes é uma das que ilustram o longa "À beira do caminho" de Breno Silveira.
Elas estão em para-choques de caminhões que cruzam as estradas percorridas por João, personagem do ator João Miguel. Associadas a elas, as canções de Roberto Carlos embalam a história de um sujeito que guarda alguma coisa do passado e tenta fugir dele o tempo todo. Até que cruza com Duda (Vinicius Nascimento, uma grata descoberta), um menino que procura resgatar seu passado para construir um futuro possível e embarca na viagem de João,que de início rejeita o menino, mas vai se se tornando próximo durante a viagem.
Se você é fã de Roberto e se emocionou com o filme de estreia de Breno, "2 filhos de Francisco", certamente vai gostar deste e se emocionar outra vez.
Veja o trailer.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O publicitário Ingmar Bergman.

A retrospectiva da obra de Ingmar Bergman está em cartaz até 10 de junho, no CCBB do Rio.
A mostra tem mais de 50 filmes na programação, entre eles nove comerciais dirigidos em 1951 pelo cineasta para o sabonete Bris. Reza a lenda que Bergman fez os comerciais num período de dureza anterior ao sucesso no cinema.
Um deles traz no papel de princesa a estrela de "Persona", Bibi Andersson.