terça-feira, 28 de julho de 2009

"Xixi no Banho" – Parte 2

Depois do sucesso de crítica e público, a campanha "Xixi no Banho", da SOS Mata Atlântica, está de volta à mídia para continuar lembrando as pessoas que uma descarga gasta 12 litros de água potável e num ano são 4.380 litros.
Portanto o negócio é fazer xixi no banho. No filme da F/Nazca criado por Eduardo Lima e João Linneu e produzido pela Prodigo Filmes com direção de Fernando Sanches, vozes infantis convocam todos a economizar água: homens mulheres e crianças, passando por desportistas, músicos, cineastas como Alfred Hitchcock e até um King Kong mijão no alto do edifício.
Divertida e simpática. Que bom que voltou.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Fernando Meirelles continua em cartaz aqui.

Na sequência da campanha com o hilário engenheiro alemão que fala mal o português, chega ao ar hoje, em todo o Brasil, o novo comercial institucional da Volkswagen. O filme é da Almap, com criação de Gustavo Sarkis e Renato Fernandez.
A produção foi da O2 e,
a exemplo dos dois filmes anteriores, Fernando Meirelles dirigiu. A fotografia é do seu parceiro Cesar Charlone.
Para apresentar a nova tecnologia e-Flex o alemão segue se enrolando com a língua e trocando as bolas.
Confira.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Criaturas da noite atrás de um desconto no torpedo.

Não custa lembrar que o cinema é uma das maiores fontes de inspiração da publicidade. O mais recente exemplo estará em exibição a partir de amanhã e até o final de julho nas salas do Cinemark do Rio e São Paulo.
A Claro pega carona
nos filmes de mistério e suspense num comercial que mostra "criaturas da noite" uivando na madrugada. Nesse período toda criatura pode aproveitar a promoção de 50% de desconto no envio de torpedos entre meia noite e 8 da manhã.
O comercial é da F/Nazca com criação de Eduardo Lima, Ricardo Jones e Airton Carmignani. A sofisticada produção (para um filme de varejo) é da O2 com direção de Paola Siqueira e fotografia de Ralph Strelow (fotógrafo de "A mulher invisível"). A trilha é da Nova Onda.

Som, Fúria e Talento.

Estreou na Globo a minisérie Som & Fúria, o mais novo trabalho de Fernando Meirelles para a TV.
Com um elenco de primeira - que segundo declaração do diretor - ontem ao Cinema Curto “deixou meu trabalho muito mole” -, mais produção, fotografia e direção de arte impecáveis ficou mais mole ainda levar o bardo ao horário nobre.
A trama apresenta diretores de companhias teatrais em situações opostas: uma ocupa o Teatro Municipal de São Paulo com uma cara montagem de “Sonhos de uma noite de verão” e a outra dura como o nome do teatro na porta sugere - Sans Argent - é despejada por não pagar o aluguel da sala.
Numa linguagem dinâmica, sem respiros nem para o público (um break, um comercial), tem mais de cinema, e bom cinema, do que TV.
Um lance pode ter passado despercebido do público. Numa clara citação a seu trabalho publicitário, Meirelles mostra na platéia do teatro e depois mais a frente se apresentando no palco, uma dupla de atores (Arthur Khol e Wandi Doratiotto) que ficou íntima do espectador em 1991 ao lançar um dos mais expressivos bordões da propaganda brasileira.
“Não é assim uma Brastemp”.
Relembre abaixo a dupla inesquecível.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Fernando Meirelles no horário nobre: "Meus melhores comerciais foram aqueles feitos na raça"

Hoje, depois de "Casseta & Planeta", Fernando Meirelles vai levar ao horário nobre da TV GLOBO uma incursão carregada de metalinguagem na obra de Shakespeare: a minissérie "Som & fúria". A intimidade do diretor de "Cidade de Deus" (2002) com a tela pequena data dos tempos em que ele debutou na publicidade. Na entrevista a seguir, Meirelles conta ao CINEMA CURTO como se dá sua relação com a propaganda e antecipa seus futuros projetos como realizador.

Depois das experiências de "Cidade dos homens", você volta à TV com o elenco dos sonhos de qualquer diretor. Como foi o trabalho com a trupe de "Som & fúria"? Como foi seu trânsito pelo humor?
Fernando Meirelles: Comecei essa carreira fazendo humor, tanto na Olhar Eletrônico, a primeira produtora da qual participei até minha passagem pela publicidade. Me sinto muito a vontade fazendo rir, mais do que ao fazer drama. Quanto ao elenco é dos sonhos mesmo. Você imagina um tom para cada texto e eles invariavelmente entregam muito mais. A Andréa Beltrão é assustadora. Pedro Paulo não tem uma respiração que não seja precisa e genial. Felipe Camargo foi o Dante perfeito. Diria que a turma toda deixou meu trabalho muito mole.

De que maneira seu trabalho pregresso em publicidade te deu maior intimidade com a cartilha da TV? Dos comerciais que fez, quais foram os mais ambiciosos esteticamente?
Meirelles: Acho que a publicidade me ensinou pelo volume de problemas e filmes que fiz. Filmei todo tipo de filme, na terra, no ar ou na água, com efeito, com piadas, com animais e com não atores. Esta quilometragem de negativo gasto me deixou seguro ao menos na parte técnica deste ofício. Os filmes mais ambiciosos que fiz foram os que fui rodar praticamente sem equipe. Na raça. Foram os mais gostosos de serem feitos e com mais alma também.

O projeto de adaptação do romance do Jorge Furtado continua de pé? Quando saem as filmagens? Novos projetos internacionais à vista?
Meirelles: Esse projeto com o Jorge é internacional. Se der certo é para ser rodado no início do ano que vem.

Como é a sua relação com a TV como espectador? É noveleiro, fã de seriado?
Meirelles: Acho que assisto TV mais do que gostaria, sempre por um pouco de inércia ou preguiça no final do dia. Novela não consigo assistir nem 2 minutos. Acho tudo muito artificial e meu lado crítico não desliga, reclamo da luz, da interpretação, do texto, da roupa, até ser expulso da sala ou alguém mudar de canal. Séries vi algumas boas, mas não sou um seguidor. Assisti Roma e essa, pela produção me pegou. Twin Peaks também me pegou. Ganhei os DVDs de In Treatment e também me interessei muito. Adoraria fazer uma série tipo saga, nos moldes de Roma, sobre a história dos negros no Brasil, começando nas tribos onde eram capturados até uma alforria de um descendente no Brasil. Uma espécie de "Roots" brasileiro.
Uma hora me animo e levanto o projeto.