quarta-feira, 4 de março de 2009

Zanzoti não! É covardia.

Manoel Zanzoti, conceituado Diretor de Criação das maiores agências brasileiras, lembra como surgiu a simpática baratinha do Rodox inspiradora do texto de abertura do Cinema Curto, aí ao lado.

Zanzoti - o criador
Como seria a voz de uma barata temendo pela vida, se ela falasse?
Eu tinha acabado de fazer um roteiro para o cliente Rodox e decidi fazer uma animação. Mas essa animação deveria ser diferente do que se fazia na época.
Estava empolgado. A idéia foi aprovada pelo Livio Rangan, que era o cliente, e pelo Licínio de Almeida, que era o diretor de criação da Rhodia. Eu tinha voltado de Barcelona. Os quadros do Miró não saíam da minha cabeça. Foi assim que eu imaginei a perrsonagem “Baratinha”.

Miró - a inspiração
Uma personagem com desenho solto, borrões a cada movimento do desenho.
Era o ano de 1972 e eu trabalhava na Standard Propaganda, hoje Ogilvy.
Chamei o Walbercy da Start Filmes e fiz um layout rápido do que eu estava pensando.
O Walbercy vibrou. E o resultado ficou fantástico e, para a época, muito ousado.
Eu estava entusiasmado. Toda vez que contava a idéia para alguém, o Jeferson, um diretor de arte que sentava ao lado da minha sala, ficava imitando a voz de uma baratinha mole e entorpecida.
Depois de quase duas semanas, eu estava convencido: a voz da “Baratinha” era a do Jeferson. E assim nasceu a “Baratinha do Rodox”.
Foi premiada no Festival de Veneza. Deu um grande resultado de vendas e lembrança, apesar de algumas pessoas sentirem pena dela.

A criatura