sexta-feira, 1 de maio de 2009

"X-Men origens: Wolverine" - produtor, diretor e ator falam com exclusividade ao Cinema Curto.

Emoticons para o Messenger com a carinha de Wolverine, um avatar com as feições do mutante para jogar "Second life" na internet e até um aquário tamanho GG simulando o tanque no qual o esqueleto do herói é revestido pelo metal adamantium. Tudo isso faz parte da estratégia de marketing da Fox para promover "X-Men origens: Wolverine", a primeira superprodução na leva de blockbusters hollywoodianos para o verão de 2009. Já em cartaz nos cinemas brasileiros, de olho neste feriadão do Dia do Trabalho, o longa-metragem está sendo alvo de uma ação viral na rede, com wallpapers em oferta em vários sites de entretenimento e outros mimos para fazer a festa dos quadrinhófilos. A Fox tem topado tudo para guerrear contra os piratas que se apoderaram de seu produto mais valioso nesta temporada, distribuindo o longa ilegalmente via downloads ilegais.

- Precisamos mobilizar os espectadores para não ficarmos atados nas mãos desta infeliz situação de pirataria. Até agora, a tecnologia do 3D tem se mostrado como a única solução possível contra os piratas, uma vez que é impossível fazer vazar via web um filme com imagens concebidas em terceira dimensão - diz Lauren Shuler Donner, produtora de "X-men origens: Wolverine" em entrevista concedida ao "Cinema curto" nos estúdios da 20th Century Fox, em Los Angeles. - Trabalhamos duro para filmar a história de Logan. É um crime saber que esta saga pode não ir à frente por falta de espectadores, uma vez que o filme está nas prateleiras dos vendedores de DVDs piratas.
Mulher do lendário diretor Richard Donner, realizador de "Superman - O filme" (1978) e da franquia "Máquina mortífera" (1987-1998), Lauren sabe que seu "produto" virou uma febre ilegal, apoiada no carisma do galã australiano Hugh Jackman, seu protagonista. No último fim de semana, a versão "alternativa" do filme, à venda nas bancas de camelôs do Rio, chegou a ser exibida nas TVs das comunidades do Complexo do Alemão que dispõem da chamada GatoNet, a TV a cabo ilegal gerida por traficantes. Mas não se trata do corte final da produção, e sim de uma edição não finalizada, sem tratamento de efeitos especiais para a trama que disseca o passado do super-herói criado em 1974 por Len Wein. Em diálogo com as HQs best-sellers "Wolverine: Origem" (2001), de Paul Jenkins e Andy Kubert, e "Arma X" (1991), de Barry Windsor-Smith, o longa de Hood, cujo orçamento não foi divulgado, mostra como Logan, uma criança do interior do Canadá, transformou-se em uma máquina de matar a serviço de um projeto secreto do governo de seu país.

- Imagina se eu puxasse seu caderno de anotações no meio desta entrevista e publicasse apenas o que você escreveu do papo comigo assim, sem revisão ou tratamento. Isso arruinaria a sua harmonia. Foi isso o que os piratas dizeram comigo - diz Gavin Hood, diretor de "X-Men origens: Wolverine". - Eu soube do vazamento de uma cópia inacabada em uma noite em que estava aqui na Fox, finalizando meu longa. Fiquei em choque, procurando soluções para minimizar os danos.

Também produtor do filme, que foi rodado em locações na Nova Zelândia, na Austrália e no Canadá, com tomadas extras em Nova Orleans, na Louisiana, Hugh Jackman já atacou muito a pirataria desde que soube dos males que assombram a quarta aventura cinematográfica de Wolverine. Mas hoje, confiante no poder de fogo de uma trama elaborada em diálogo com as HQs best-sellers "Wolverine: Origem" (2001), de Paul Jenkins e Andy Kubert, e "Arma X" (1991), de Barry Windsor-Smith, ele prefere fazer reflexões estéticas a denúncias.
- Eu amo filmes de ação, mas só consigo me relacionar com aqueles que buscam algo mais do que a violência. Wolverine tem esse algo mais na relação fraterna cheia de ódio que tem com Dentes de Sabre (vilão vivido por Liev Schreiber, diretor de "Uma vida iluminada") e em sua batalha pessoal para aquietar sua besta interior. Ele busca a paz, mas se sente mais vivo do que nunca quando luta com alguém.

A MPM Propaganda, autora de algumas das ações de marketing citadas acima, também criou intervenções do personagem central do filme no conteúdo de diversos programas da rede Record. Veja no vídeo abaixo.