sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Tony Curtis não precisava dessa.

Googlando Tony Curtis que nos deixou esta semana, aos 85 anos, descobri esta peça que certamente lhe deu uma graninha extra. Ou foi permuta? Num comercial de uma empresa de implantes dentários ele aparece dando um testemunhal da marca enquanto fazia o que mais gostava: pintar.
Tony não precisava deixar essa marca bizarra em sua carreira de memoráveis filmes e personagens adoráveis.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Os hermanos e a Copa.

Não é uma resposta ao comercial da Skol postado abaixo, mas os argentinos dão um chocolate com dois comerciais focando a Copa do Mundo na África. Um é da TYC Sports e outro da Quilmes.
Simplesmente de arrepiar.



sábado, 15 de maio de 2010

Os hermanos de volta.

A Skol lança mais uma ação inovadora para a Copa do Mundo: as Latas Torcedoras, que falam e torcem pelo Brasil. Para divulgar a novidade a F/Nazca criou um filme que traz de volta os hermanos argentinos se preparando para assistir o jogo com Skol, que ao ser aberta grita e torce pelo Brasil.
Criação de Fabio Fernandes, Pedro Prado e Rodrigo Castellari com produção da Cine e direção de Clovis Mello.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

George Clooney e John Malkovich se encontram no paraíso.

Na continuação da série de filmes de Nespresso estrelada por George Clooney, ele encontra um parceiro de peso: John Malkovich.
Clooney vai parar no céu e dá de cara com São Pedro, interpretado por Malkovich, todo de branco. Travam um genial diálogo de quase 2 minutos que inclui uma barganha com a máquina de café que Clooney havia acabado de comprar.
Em outro filme de 2'36", Clooney acaba num longo e divertido papo com São Pedro e duas gatas angelicais.
Os filmes são da McCann Paris e foram dirigidos por Robert Rodriguez, seguindo a tendência da Nespresso de convidar nomes do cinema mundial para contar suas curtas histórias.



segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pra se dar bem na festa: Skol Cincão.

O novo barril de 5 litros da Skol, o Skol Cincão, chega na midia com comercial criado pela F/Nazca e produção da Cine.
Beto quer fazer sucesso com a a galera no churrascão, cria as situações mais constrangedoras para se dar bem na foto e até consegue...
Criação de Pedro Prado e Rodrigo Castellari e direção de criação de Fabio Fernandes e Eduardo Lima. A direção do filme é de Clovis Mello.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Chuva de azeitonas.

O azeite Oliveira da Serra veicula em Portugal um comercial assinado pela McCann-Erickson, pós-produzido pela The Mill de Londres e fotografado pelo inglês Barry Ackroyd, candidato ao Oscar de fotografia em 2010. Um dos poucos prêmios que "Guerra ao Terror" perdeu para "Avatar", apesar de ter vencido em seis categorias.
Uma chuva de azeitonas em 1'10" de filme que impressiona pelo cuidado de produção.

terça-feira, 16 de março de 2010

Fred Coutinho vai de ônibus, novamente.

Deveria ser um curta metragem. Virou um longa. Tecnicamente era simples. Tratava-se de pegar um ônibus que sairia às dezenove horas da rodoviária. Como era sexta-feira de carnaval, e eu estava em Ipanema, pegaria um taxi hora e meia antes da partida do ônibus. Acontece que terminei o que estava fazendo mais cedo, e resolvi sair mais cedo ainda. Com tempo de sobra, resolvi pegar um ônibus. Simples. No começo tudo ia bem, mas o trânsito engarrafou em cima do viaduto que leva ao túnel Santa Bárbara. O ônibus estava tão cheio que o motorista nem parava para pegar passageiros. Pensei que era uma boa hora para cair fora e pegar um táxi, o Santa Barbara passou, eu saltei. Não passava um táxi. Então tive a ideia que me pareceu boa na hora: pegar outro ônibus até a rodoviária. O ônibus estava vazio, mas quando entrou no túnel Noel Rosa, tudo parou. Depois do túnel, piorou. Desci do ônibus para, mais uma vez, pegar um táxi. Não passava um. Eu estava na praça da Cruz Vermelha e resolvi ir a pé até a Central. Na hora me pareceu uma boa ideia. Não era perto, estava quente, eu carregava uma mochila, mas não queria perder o ônibus e na Central seria possível pegar um táxi até a rodoviária. Fui andando. Cheguei até a Central do Brasil e só passavam táxis cheios. Então resolvi pegar um ônibus que me deixasse mais ou menos perto da rodoviária, onde eu pudesse enfim pegar um táxi. Peguei um ônibus, desci três minutos depois para pegar um táxi que, claro, não havia. Não custa nada repetir: estava quente, eu estava cansado, a mochila estava pesada e sobretudo faltava meia hora para o ônibus sair. Fui correndo e pensando – que coisa ridícula, eu poderia estar na rodoviária há duas horas, agora estou correndo feito um idiota, neste calor infernal, com essa mochila pesada, fazendo sinais para táxis que não param, esperando ônibus que não passam, com risco de perder a viagem. Alguma coisa me dizia que havia uma lição nessa história toda, mas eu estava muito ocupado em correr para ficar com raiva de mim mesmo e foi neste momento que, saindo de uma rua, bem devagar e, sobretudo, vazio, vi um táxi, fiz sinal, ele parou. Tinha ar condicionado. Um minuto e meio depois estava na rodoviária. Algum tempo depois, descobri que havia mesmo uma lição naquilo tudo, e era bem simples: é melhor ver o tempo passar do que correr atrás dele.

domingo, 14 de março de 2010

Toninho Lima viu um avatarzinho.


Depois da surra que James Cameron tomou da patroa na entrega do Oscar, é a vez de Toninho Lima bater...

EU ACHO QUE VI UM AVATARZINHO...

A justiça, mesmo em território brasileiro, às vezes até tarda, mas não falha. Taí o Arruda na cadeia para comprovar. Mas, não. Não vamos falar de Brasília e nem muito menos de Brasil. Vamos falar de Los Angeles. Mais precisamente, Hollywood. E sua cada vez mais feérica festa de entrega do Oscar. Foi bacana, claro. Os caras capricham, gastam os tubos, fazem um show de tecnologia e de arte. Meio cafonão, claro. Mas são os americanos, gente.
Isso é a festa. O luxo, as fofocas, os vestidos das estrelas, os terninhos moderninhos e enxovalhados dos astros, o público do lado de fora, babando no Tapete Vermelho.
Mas vamos enquadrar um pouco mais ali, ao centro da coisa: os premiados. Melhor ainda: os não premiados. Todo mundo que eu conheço viu e adorou Avatar. Todo mundo disse que era uma obra-prima e que eu tinha que ir ver. Eu fui. Quase dormi numa boa parte da historinha. Mas é Oscar de melhor filme garantido, me afiançaram. Porra, não entendo mesmo nada de cinema, pensei comigo. Minha filha adorou. Gostou da mensagem, adorou o 3D. O Veríssimo, na sua coluna, fez uma análise sócio-política bem parecida com a que minha filha narrou ao sair do cinema. O Jabor também falou bem do filme, se não me engano. Como é que eu, um toninholimazinho qualquer, poderia criticar um filme que é candidato certo a pelo menos umas dez estatuetas do Oscar? Saí do cinema calado e pensativo. Gostou?, perguntou minha mulher. Muito bom, né pai?, emendou minha filha. É, mas achei um pouquinho... sei lá... decepcionante. Covardia pura. Não quis dizer, de imediato que o filme do Cameron não me bateu. Em nada. Nem nos efeitos especiais, nem no 3D, nem mesmo nas lindas florestas formadas por cabos de fibras óticas adpatáveis às trancinhas das criaturinhas Na’vi. Achei o filme longo, óbvio, cansativo e... tirem as crianças e os sociólogos de Ong da sala, por favor: achei muuuuuuuiiiito gay!


Francamente, aquele povinho azul era o suprassumo da bichice. Aquela mensagenzinha antibélica, aqueles discursos de hippies de 1968, aquela filosofia barata de revista Sabrina. Tudo no filme soa manjado e absolutamente esperado. Tudo aconteceu exatamente como eu imaginei desde a metade do filme. Tão certo quanto o Titanic afundaria, só que sem a grandeza e a tensão do outro filme.
Sei que minha voz ecoará no deserto, mas não gritei sozinho. Os jurados da 82ª edição Prêmio da Academia também só acordaram no finalzinho da fita. Disfarçaram, bateram palmas para a fotografia e os efeitos especiais e se retiraram para premiar o que realmente valia a pena. Ganhou a ex-mulher; coisa desagradável para nós homens. Mas foi justo. Avatar terá, com certeza, suas continuações. Duas, três, até se transformar em desenho animado na tv, bonequinhos Na’vi nas lojas e joguinhos na internet. Na faixa de areia da praia de Ipanema, mais precisamente na Farme, ele já virou bordão. Em vez do clássico “Tô bege”, as alegres criaturas locais já adotaram o estilo das delicadas e graciosas criaturinhas Na’vi: “Tô azul Avatar”, dizem agora. E eu concluo que não fui nem tanto anti Cameron e nem tão homofóbico na minha sincera e espontânea análise do filme.
Guerra Ao Terror não parece filme. Tem ritmo e linguagem de documentário. Pode ser bem chato de assistir. Mas, cá entre nós, exatamente por estas características, saiu do lugar comum. Mereceu, mais do que Avatar.
Agora, James, só resta a você cortar a pensão dela.